
Já que Borgo Mezzanone finalmente chegou à primeira página do “La Repubblica”,
https://bari.repubblica.it/cronaca/2026/04/03/video/dentro_la_piu_grande_baraccopoli_deuropa_borgo_mezzanone_la_citta_che_nessuno_vuole_vedere-425263258/?ref=RHLF-BG-P11-S1-T1-s2033
nem preciso me repetir, mas simplesmente convido vocês a relerem o que escrevi no início de
julho, lá de Borgo Mezzanone. Esta semana estou revisitando o assunto, simplesmente porque é a
única maneira de honrar o escravo falecido, sabendo muito bem que ele já se tornou um cabo.
Mas exatamente este detalhe, juntamente com o artigo seguinte, demonstra como aquilo que é
diabolicamente apresentado como um problema insolúvel — o fluxo migratório — é, na verdade,
um sistema perverso de exploração e escravidão moderna. Ao negar aos migrantes direitos
humanos fundamentais, eles são usados ??para incitar uma guerra entre os pobres na Itália,
extremamente útil às nossas elites econômicas e políticas.
Mas o sangue de Sadam Houssain, como o de Sylvester Tegang, recentemente repatriado dentro
de um caixão, ergue-se como um sacrifício espiritual ao Pai e, ao contrário da nossa indiferença,
Ele sempre atende ao clamor dos pobres (Eclesiástico 35,21). Na nossa impotência, gostaria que
transformássemos a nossa dor num clamor ao Pai, pedindo-Lhe que faça Justiça a estes Seus
filhos.
Pe. Marcos
